


MICHAEL FORM
Flauta Doce
Michael Form é amplamente reconhecido como um dos músicos mais versáteis de sua geração, desenvolvendo com êxito uma carreira dupla como virtuose da flauta doce e maestro. Especializado em música antiga como instrumentista, ele transita com fluência por repertórios de diferentes períodos históricos quando atua como regente. Desde 2004, vem conduzindo orquestras barrocas e sinfônicas modernas, além de coros profissionais, em países da Europa, América Latina e Oceania, com mais de 160 produções operísticas em importantes teatros.
Sua formação abrangente permitiu o desenvolvimento de uma marca artística própria: concertos que atravessam épocas e nos quais frequentemente atua ao mesmo tempo como solista e regente. Essa abordagem única busca criar pontes entre séculos de produção musical, conectando obras de diferentes períodos e estabelecendo um diálogo contínuo com o público. A prática historicamente informada é um princípio que orienta sua interpretação, mesmo em repertórios posteriores ao século XVIII.
Como flautista, Michael Form é conhecido por seu timbre expressivo e refinado, registrado em diversas gravações que cobrem repertórios que vão desde Hildegard von Bingen até Johann Sebastian Bach. Como regente, dedica-se com entusiasmo ao trabalho com orquestras em formação, destacando-se por seu envolvimento com a Orquestra Barroca Simón Bolívar, na Venezuela. Por esse trabalho, foi nomeado embaixador internacional do diálogo e da paz pela Universidade Católica de Caracas, e desde 2018 ocupa o cargo de regente convidado permanente no projeto El Sistema
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PATRICIA MICHELINI
Flauta Doce
Patricia Michelini tem na flauta doce o centro de sua atuação profissional, articulando prática, formação, pesquisa e criação. Como intérprete, transita entre a música antiga e o repertório contemporâneo e brasileiro para flauta doce, tendo integrado diferentes grupos dedicados ao instrumento. Atualmente, é flautista e regente da Orquestra Barroca da UNIRIO, atuando em colaboração com sua diretora artística, Laura Rónai, e integra o Duo Flustres, com David Castelo, voltado à interpretação e à criação para o instrumento.
Professora de Flauta Doce da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2011, Patricia atua na Graduação e no Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS-UFRJ), do qual é atualmente coordenadora. Foi responsável pelo projeto de extensão Flauta doce em Sistema (2020–2021), que teve ampla repercussão nacional e importantes desdobramentos, e pelos cursos EAD Explorar Flauta Doce (2022) e Flauta doce: fundamentos e estratégias de estudo (2023), promovidos pela Academia Virtual Arte de Toda Gente (Funarte/UFRJ). Desde 2025, coordena a ação de extensão Janelas Abertas – Conjunto de Flautas Doces da UFRJ, voltada à formação artística e à difusão do repertório para o instrumento.
Participa regularmente de eventos científicos e artísticos, entre os quais se destacam os Encontros de Pesquisadores em Poética Musical dos Séculos XVI, XVII e XVIII (USP-SP), os Encontros Internacionais de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí (SP), as Semanas do Cravo da UFRJ (RJ), o projeto Flauta Doce em Pauta (UFPE-Recife), o Colóquio de Música Antiga da UFG (Goiânia), a Série de Música Antiga de Goiás (Goiânia), o Simpósio Acadêmico de Flauta Doce da EMBAP (Unespar-Curitiba) e os Encontros de Performance em Flauta Doce de Uberlândia (Enfladu).
Em 2024, publicou, em coautoria com David Castelo e Laura Rónai, o e-book A flauta doce da cabeça ao pé, que reúne conhecimentos sobre os aspectos físicos, históricos, culturais e técnicos do instrumento. Patricia é ainda colaboradora e editora da revista Conversa das Antigas, publicação seriada vinculada à Orquestra Barroca da UNIRIO.

VALÉRIA BITTAR
Flautas doce medieval e renascentista e flautas indígenas brasileiras
Nasceu em São Paulo, em 1962. Estudou flauta doce com João Dias Carrasqueira, mestre do choro paulista. Bacharelou-se em flauta doce na Universidade de Música e Artes Dramáticas de Viena, Áustria, como bolsista da Fundação Alban Berg de Apoio à Pesquisa de Música Contemporânea. Participou de master classes na Alemanha, Suíça, Holanda e Itália. Sob orientação da Profª. Drª. Suzi Sperber, doutorou-se em Artes (Poéticas da Escritura Cênica) na UNICAMP com a tese Músico e Ato. Trabalha sobre performance em música através da percepção corpórea, sendo formada em Didática da Técnica Klauss Vianna – Escuta do Corpo. É professora de Prática de Conjunto e flauta doce na Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, onde também coordena o projeto de pesquisa Músicos, música e instrumentos: investigação da performance na música histórica e na música popular tradicional e o programa de extensão Flauta Doce – performance e formação. Responsável pela direção executiva e produção gráfica dos CD’s e espetáculos do Grupo ANIMA, do qual é fundadora: Mar Anterior (2018-2020), Encantaria (2012-2016), Donzela Guerreira (2008-2013), Espelho (2006), Amares (2003), Especiarias (2000), Espiral do Tempo (1998). Como integrante do Grupo ANIMA recebeu os prêmios: FUNARTE MÚSICA BRASILEIRA (2012), APCA (1998) e V Prêmio Carlos Gomes (2.000), apresentando-se em todo o Brasil, na Alemanha, Áustria, Suíça, França, Itália, Luxemburgo, EUA, Canadá, Argentina, Bolívia, Paraguai, Colômbia, Uruguai e México. É integrante do grupo Harmonia Universalis de música antiga e integrou o Núcleo Tálea de música medieval, coordenado por Fernando Carvalhaes.

LUCIA CARPENA
Flauta Doce
É flautista doce e professora Titular do Departamento de Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desde 1995 e atua na Graduação e na Pós-Graduação. É professora permanente do PPG-MUS da UFRGS, que, de forma pioneira, criou em 2017 o primeiro Mestrado em Música Práticas Interpretativas: Flauta Doce no Brasil e em 2022 o primeiro Doutorado em Música Práticas Interpretativas: Flauta Doce no país. Foi diretora do Instituto de Artes da UFRGS (2014-2018), chefe substituta do DEMUS-UFRGS (2013-2014) e coordenadora da Comissão de Graduação do curso de Música da UFRGS (2007-2010). Em 2012 foi professora colaboradora do PPG-MUS da UFPR, ministrando disciplinas teórico-práticas ligadas à ópera barroca. É coordenadora do grupo de pesquisa "Repertório(s) da flauta doce", cadastrado junto ao CNPq.
Possui Graduação em Licenciatura em Educação Artística (Habilitação em Música) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990) e Mestrado em Flauta Doce (Künstlerische Ausbildung) na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Stuttgart (1995) sob orientação do Prof. Hans-Joachim Fuss. Concluiu em 2007 o Doutorado em Música na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP sob orientação dos professores Helena Jank e Paulo Mugayar Kühl, defendendo tese intitulada "Caracterização e uso da flauta doce nas óperas de Reinhard Keiser (1674-1739)", com estágio doutoral na Universität der Künste (UdK) em Berlim, sob orientação da Profa. Dra. Susanne Fontaine. Em 2021 foi bolsista do DAAD para estágio de pesquisa na UdK sobre as óperas apresentadas no Theater am Gänsemarkt, de Hamburgo (1678-1738).
Em 2008 criou a série "Brasiliana", da qual é também curadora, dedicada à publicação de obras brasileiras contemporâneas para flauta doce e que conta com dez obras editadas pela Tre Fontane (Münster, Alemanha). Foi a diretora musical do projeto "Ópera na UFRGS", que, entre 2012 e 2017 produziu "Dido e Enéias", de H. Purcell; "L'Orfeo" de C. Monteverdi; "A bela e fiel Ariadne" (1692), de Johann Conradi (em colaboração com a Profa. Silvana Scarinci, UFPR) e a "Missa do Orfanato", de W. A. Mozart.
Na UFRGS, criou e coordenou diversos eventos de extensão ligados à flauta doce e à música antiga. Sua área de atuação como pesquisadora, palestrante e autora de artigos contempla principalmente os seguintes temas: flauta doce, metodologia do ensino da flauta doce, ópera barroca alemã e música brasileira para flauta doce.
Como flautista, atua como camerista e solista convidada junto a orquestras no Brasil e no exterior, com repertório voltado para a música dos séculos XVII, XVIII, XX e XXI.

DIRK BÖRNER
Cravo
Após estudar piano no Conservatório Nacional Regional de Estrasburgo, Dirk Börner dedicou-se à música antiga. Na Schola Cantorum Basiliensis, estudou cravo com Andreas Staier e Jesper Christensen, graduando-se com um diploma de solista. Uma agenda de concertos intensa o levou por toda a Europa, América do Sul e América do Norte. Dirk Börner se apresenta regularmente com importantes conjuntos de música antiga, como Stylus Phantasticus, The Rare Fruits Council e Aux Pieds du Roy. Participou de inúmeras gravações renomadas. Também realizou gravações de rádio para a Radio de la Suisse Romande, Radio Classique (Paris), France Musique, BBC, ORF, Bayerischer Rundfunk e Norddeutscher Rundfunk. Juntamente com Michael Form, Dirk Börner dirigiu um projeto de pesquisa ("La Plasticité du Rhythme"), apoiado pela Fundação Nacional Suíça para a Ciência, que examinou a interação entre dança e música na música barroca francesa. Dirk Börner completou estudos complementares em improvisação com Rudolf Lutz na Schola Cantorum de 2010 a 2012. Desde então, é membro do Grupo de Pesquisa em Improvisação de Basileia.
Dirk Börner é professor de cravo, baixo contínuo, música de câmara e prática histórica da performance na Universidade de Artes de Berna e leciona baixo contínuo e improvisação no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Lyon. Desde o semestre de outono de 2014, Dirk Börner leciona improvisação histórica na Schola Cantorum Basiliensis.

LADSON MATOS
Cravo
Iniciou seus estudos de Música no Conservatório Pernambucano de Música (CPM) no ano de 2002, onde concluiu o Curso Técnico em Teclado em 2011, na classe do Professor Geraldo Vital. Ainda no Conservatório Pernambucano de Música iniciou os estudos de cravo com a Professora Andréia Rocha. Em 2012 iniciou o Bacharelado em Cravo na Universidade Federal de Pernambuco sob orientação da Prof.ª Dr.ª Luciana Câmara, concluído em 2017. Mestre em Música/Cravo no Programa de Pós Graduação Profissional em Música – PROMUS da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob orientação do Prof. Dr. Marcelo Fagerlande.
Participou de várias masterclasses de Cravo com os professores Edmundo Hora (UNICAMP), Rosana Lanzelotte (Rio de Janeiro), Marcelo Fagerlande (UFRJ), Helena Jank (UNICAMP), Cláudio Ribeiro (UNICAMP/Holanda), Beatrice Sterna (Itália/Holanda), Simone Stella (Itália), Jacques Ogg (Holanda), Elisabeth Wright (Indiana University), Olivier Baumont (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Parise /França), Béatrice Martin (Conservatoire à Rayonnement Régional de Paris/França) e Fernando Cordella (Brasil) e também de danças Renascentistas e Barrocas com os professores Mário Orlando e Raquel Aranha, respectivamente.
Foi cravista do Grupo Vocal Barroco Gárgula e também do Ensemble Barroco Sonoro Ofício com o qual fez a estréia moderna do concerto para Cravo, cordas e contínuo de Pietro Guglielme em 2014, e gravou, em 2016, o CD intitulado “O Ambiente Musical de Luís Álvares Pinto”, compositor pernambucano do século XVIII. Foi membro do Grupo Allegretto, grupo representativo do Conservatório Pernambucano de Música, com quem se apresentou por várias cidades do Brasil. Atua regularmente como cravista na Orquestra de Câmara de Pernambuco, sob a regência do maestro José Renato Accioly, da Trupe Barroca sob regência do Maestro Sérgio Dias. Como organista do Ensemble Vocal Cantamus, sob a regência do Maestro Gilson Celerino, participou de vários projetos de grande importância para a música em Recife. Participou como convidado na Orquestra do XX Festival Virtuosi em Recife, sob regência do maestro Rafael Garcia, e é regularmente convidado a participar da orquestra deste festival, atualmente dirigida pelo Prof. Nilson Galvão.

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