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CONCERTOS

Concerto 1

Lúcia Carpena e Ladson Matos

Quarta-feira - 11/11

20:00

Gran Executive Hotel

Sala 

Lúcia Carpena

Flauta Doce

Ladson Matos

Cravo

PROGRAMA

Em breve.

A História da Sonata

Quinta-feira - 12/11

20:00

Gran Executive Hotel

Sala 

Patricia Michelini

flauta doce

Ladson Mattos

cravo e órgão

Rafael Augusto

dulciana e fagote

Romes Jorge

flauta doce e oboé

Conhecer a história da sonata barroca é acompanhar o processo pelo qual a música instrumental foi adquirindo autonomia em relação aos modelos vocais, até chegar às configurações que o gênero assumiria no Classicismo. Neste programa, apresentamos algumas peças-chave desse percurso, sempre tendo a flauta doce como protagonista.

É na Itália que observamos o desenvolvimento decisivo da sonata ao longo do século XVII. Entre suas predecessoras estão as canzoni da sonare, ou “canções para tocar”, caracterizadas frequentemente por um motivo inicial bem definido — a repetição de uma mesma nota com o ritmo longa-curta-curta — e pela alternância de seções contrastantes. Girolamo Frescobaldi foi um dos grandes expoentes do gênero. Em paralelo ao desenvolvimento das canzoni, surgem as primeiras sonatas para instrumento melódico acompanhado. Nestas obras, percebe-se um grau de virtuosismo acentuado, remanescência das passagens ornamentadas da música vocal; mas aqui já se observa o nascimento de um discurso instrumental próprio, que vai se desenrolando na alternância de andamentos, compassos e afetos. As sonatas de Giovanni Battista Fontana constituem excelentes exemplos desse momento.

A geração seguinte foi profundamente influenciada por Arcangelo Corelli, cuja obra se tornou referência para compositores de toda a Europa. Suas coleções contribuíram para consolidar os modelos da sonata da chiesa e da sonata da camera; nesta última, o gênero aproxima-se da suíte, incorporando movimentos de dança, como se observa na Sonata op. 4 nº 4 deste programa. A partir de Corelli, a sonata conhece enorme difusão para além da Itália, encontrando terreno especialmente fértil também nos territórios germânicos.

Outro caminho do gênero aparece nas sonatas para teclado de Domenico Scarlatti: obras geralmente concentradas em um único movimento de estrutura binária, nas quais o compositor explora com extraordinária inventividade os recursos e as sonoridades do cravo.

Na França, onde a tradição da suíte permaneceu particularmente forte, a sonata italiana teve presença mais restrita. Anne-Danican Philidor, músico ligado à corte de Luís XIV, oferece um interessante exemplo da assimilação francesa do gênero, reunindo em sua Sonata em ré menor movimentos de caráter diverso e elementos da dança.

Por fim, a Trio-sonata em mi menor de Georg Philipp Telemann mostra a vitalidade alcançada pelo gênero no século XVIII, sobretudo nas mãos deste compositor tão querido dos flautistas. Nela, observa-se as vozes do oboé e da flauta doce em permanente diálogo, apoiadas por uma linha de baixo que participa ativamente da construção da textura.

As sonatas reunidas neste programa permitem observar a flauta doce em modelos e configurações diversas, explorando a versatilidade do instrumento ao longo de todo o período barroco.

PROGRAMA

 

Girolamo FRESCOBALDI (1583-1643) - Canzona seconda, detta “La Bernardina”
Canzoni da sonare a una, due, tre et quattro

Giovanni Battista FONTANA (1589?-1630) - Sonata seconda
Sonate a 1, 2, 3 per il violino, o cornetto, fagotto, chitarrone, violoncino o simile altro istromento

Arcangelo CORELLI (1653-1713) - Sonata da Camera op.4, nº4, em fá maior
Preludio (Grave)/ Corrente (Allegro)/ Adagio/ Giga (Allegro)

Domenico SCARLATTI (1685-1757) - Sonata 
Cravo solo

Anne-Danican PHILIDOR (1681-1728) - Sonata em ré menor
Premier livre de pièces
Lentement/ Fugue/ Courante/ Les notes égales et détachez/ Fugue

Georg Philipp TELEMANN (1681-1767) - Trio-sonata em mi menor, TWV 42:e6
Para flauta doce, oboé e baixo contínuo
Affetuoso/ Allegro/ Grave/ Allegro

 

J. Hotteterre – L`Art de Preluder, Op. 7
I – Prelúdio em Sol menor

A. Chéron – Trio Sonata em Mi menor, Op. 2 n. 4
I – Allemande
II – Courante
III – Gavottes I e II
IV – Très vite

G. P. Telemann – Trio Sonata para flauta e oboé em Lá menor, TWV 42:a6
I – Largo
II – Allegro
III – Cantabile/Gratioso
IV – Allegro

F. Couperin - Le Rossignol-en-amour (Pièces de clavecin, Livro 3, Quatorzième Ordre)
Arr. para flauta

J. S. Bach – Sonata n. 2 em Lá maior BWV 1015 (arr. Flautas de voz)
I - Dolce
II - Allegro Assai
III - Andante un poco 
IV - Presto


A Vivaldi – Sonata para flauta e fagote em Lá menor, RV 86
I – Largo
II – Allegro
III – Largo Cantabile
IV - Allegro

Michael Form e Dirk Börner

Sexta-feira - 13/11

20:00

Gran Executive Hotel

Sala 


Michael Form

Flauta Doce


Dirk Börner

Cravo

Rafael Augusto

Fagote barroco

PROGRAMA

Em breve.

Valéria Bittar - A Flauta Dócil

Sábado - 14/11

12:00

Gran Executive Hotel

Sala 


Valéria Bittar

Flauta Doce

PROGRAMA

Em breve

Concerto 3
Concerto 2
Concerto 4
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